Notícia Urgente!

Parem as máquinas. Notícia muito importante divulgada pela Cacau Oliver Assessoria:

CANTORAS DO GRUPO SEXY DOLLS TEM MALAS EXTRAVIADAS

As integrantes do grupo Sexy Dolls Brasil Sabrina Boing, Julia Paes e Carol Miranda entraram para o time de vítimas de confusão de bagagens, hoje a tarde (19/09) as cantoras que estão de passagem na cidade de Fortaleza – CE para a cidade de Belém,onde serão Musas da Parada Gay Feminina na Capital do Paraense, tiveram suas malas extraviadas, a companhia aérea se desculpou e informou ao grupo que as malas chegarão a tempo no seu destino.

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A música, sinceramente, até que pega:

segunda 21 setembro 2009 14:06


Cadê?

Passei em branco no barraco estratosférico do Kanye West, mas ontem à noite voltei ao YouTube, esse corredor de replays, para recuperar a história. Tentei, por quase uma hora, ver, afinal o que o rapper debiloide fez de verdade, mas acabei aturando um festival ilimitado de narcisismo, como o vídeo acima. Em vez do vídeo anexado com a cena constrangedora, milhares de pessoas apareciam em vídeos caseiros protestando, contra e a favor, e a rede de vídeos onde você acha tudo virou uma terra de ninguém. 

Quase 50 vídeos depois, desisti. Hoje de manhã o cenário mudou. Parece que o YouTube resolveu fazer uma varredura na quadrilha de loucos e o vídeo original passou a ser listado logo de cara.

 

 

quarta 16 setembro 2009 11:44


Desesperança

Há uma passarela imaginária entre as ruas e lares de gramados tratadíssimos descritos por Richard Yates (1926-1992) e John Updike (1932-2009). Os dois escritores americanos sugaram para seus livros a imóvel classe média americana do subúrbio, satisfeita com sua vida perfeita na superfície e imperfeita na alma. Yates, um cronista de um estilo de vida nova-iorquino imune a trovoadas nos controversos anos 60, não assistiu a uma de suas pequenas obras ganhar corpo no cinema. Revolutionary Road (no Brasil, Foi apenas um sonho), com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, é um epítome de uma classe trabalhadora cujos anseios estão mais plugados na fuga da realidade do que nas possibilidades de ascensão social. No filme, em cartaz no Brasil, quando April (Winslet) sugere a Frank (DiCaprio) jogar fora toda a rotina perversa de uma rua perdida de Connecticut para morar em Paris está amplificando o desejo quase irresponsável de todas as classe médias latino-americanas. Um desejo perdido e de conseqüências trágicas.

O longa de Sam Mendes (Soldado anônimo, Estrada para perdição e Beleza americana) esfaqueia a classe dominada em todos os seus mais frágeis conceitos, tira-lhe seu balão de oxigênio, força chefes de família a repensar seus projetos – e dejetos. Ao molhar com álcool feridas incômodas no dia-a-dia como o chefe medíocre, o trajeto insuportável entre a casa e o trabalho, a relação de mentira e a convivência forçada com o provincianismo deprimente e opressivo, Mendes invoca o espectador a não sucumbir à sua realidade morna diante do que o mundo oferece. E mostra o quão é difícil migrar cérebro e corpo do sol resplandecente para uma lua misteriosa e sombria.

Yates é filho de Nova York, a eterna Terra da Esperança, símbolo máximo de um país cuja responsabilidade imperial é carregar o mundo nas costas. O país do qual ninguém tem pena. À sua volta, na Manhattan que é a aspiração de quem mora em distritos marginais como Staten Island e Queens, há milhares de famílias como a descrita por Yates. Famílias que se encostam umas nas outras como que tentando se salvar. Foi apenas um sonho retrata isso com absoluto descompromisso com o tornado quimérico que se tornou a América – de Bush, Obama ou de quem mais vir. No fundo no fundo, nos dias de hoje, diferentemente dos quase virgens Estados Unidos de Yates, há uma sensação de que, a qualquer momento, mesmo a superficialidade pode estar com os anos contados. É a partir desta premissa que Obama, o Messias da Nova Democracia, diz “Yes, we can”. Não é por causa das guerras desastradas de Bush, dos atentados terroristas, do buraco nas finanças, do empobrecimento da classe média. Obama quer tocar na mentalidade das pessoas. Na dele própria.

John Updike, autor do divertido As bruxas de Eastwick e de mais 11 livros de ficção, cinco de poesia e uma peça de teatro, morto recentemente em decorrência de um devastador câncer de pulmão, aos 76 anos, era um reverberador dos silêncios da classe média. Colaborador da revista New Yorker, foi ali que rabiscou teses sobre as dores dos limites humanos, de suas dificuldades clássicas e da resolução de problemas que, aparentemente, empacam. Questões existenciais estão no centro inteligente de sua produção. Associado a proposições teólogas, reunia as experimentações humanas em “três grandiosos segredos”: o sexo, a arte e a religião. Ao redor dessas variáveis giravam suas crônicas e crenças, hordas de palavras e reflexões descoloridas num pedaço de papel. Em Ipswich, Massachusetts, onde morou por 17 anos, aproximou-se de uma sociedade plena de desesperança. A cidade serviu de mote para que aos 23 anos publicasse Couples (1968), radiografia de um grupo de casais suburbanos enfileirados numa solidão a dois.

Um isolamento a que pertenceu gente como o americano Jackson Pollock, o depressivo artista plástico que virou inimigo dos cavaletes e pincéis para entronizar uma estética absolutamente autoral, calcada na pintura de ação, respingando tinta nas telas, e condenada pelos críticos de arte. Um dos pecados de Pollock, no auge nos anos 50 (morreu em 1956), foi ter-se privado da externalização de sua obra. Com mostras e reconhecimento mundo afora, Pollock, nascido em Cody, no estado de Wyoming, passou por Los Angeles e Nova York, mas nunca deixou o país. Seus problemas com a bebida, o gênio indomável e a imersão nas entranhas de uma sociedade paralítica o levaram à morte num acidente de carro no começo da manhã de 11 de agosto, após mais uma noite maldormida.

A celebração dos microcosmos de Updike, Yates e Pollock, a partir de interpretações maximizadas de um pequeno núcleo de pensamento, consta para a história como lutas inglórias contra a mediocridade geral. Partem deles, virtuosamente, alertas, avisos, apelos para que a sociedade não deixe se nivelar pelo desamparo intelectual, pela aridez de idéias e pela desolação mental. Em suas épocas, de modo tipicamente soberbo, fortalecidos pelo autoconhecimento, eles forneceram capítulos para um melhor entendimento, no nosso tempo, de pequenas fortalezas do fingimento. De que tudo está bem, de que todas as forças ocultas por trás de decisões e indecisões, de arquipélagos de individualismo e podridão, arrastam-nos, ainda que intragáveis, para dias melhores. Um status que eles sempre souberam não existir.

segunda 07 setembro 2009 03:37


O começo

Estarei aqui todo dia para contar tudo sobre as novidades da reestruturação e relançamento do site www.cinema.com.br, previsto para outubro. Pode chegar.

sexta 04 setembro 2009 15:26



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